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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Ah, a simplicidade!

Para o dia de hoje eu não queria muita coisa não...Bastaria não ter nada pra fazer , nem coisa alguma com o que me preocupar. Olhando a tarde pela janela, posso criar milhões de possibilidades, mas eu escolheria o silêncio e o som da maresia e uma voz rouca e sábia me fazendo companhia.
Para o dia de hoje, eu queria alguém que me contasse histórias, que me dissesse coisas que não me parecessem óbvias, que me fizesse rir assim, despretensiosamente, usando um humor ácido e absurdamente inteligente.
Hoje eu queria uma tarde sem pressa, que a lua chegasse preguiçosamente , porque hoje eu queria ser chique, e nada mais chique do que a despretensão, o andar vagaroso, a conversa mansa ....a mansa conversa nordestina...
Hoje eu queria um homem que trajasse um elegante terno branco de algodão e que me falasse da universalidade dos sentimentos , e de como imortalizar-se através da arte....
Hoje, somente hoje, e por eu ser uma criatura tão simples e porque desmantelo só presta grande, queria estar na Praia do Leão, comendo patola de caranguejo e Bate Bate na companhia de Ariano Suassuna.
Só isso.

Um comentário:

  1. É, eu sou assim: excentricamente simples!

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Sabia que somente pessoas especiais postam comentários aqui?